IMAGINAR COM A ESCRITA

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AO SABOR DA PALAVRA!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Bruxa e o Dragão

vez uma bruxa que se tinha tornado boa. No entanto, era rabugenta e vivia sozinha. Ninguém a queria aturar, principalmente quando estava num dia daqueles! Certo dia teve uma ideia: comprar um dragão de estimação. Colocou-o numa jaula na sala do seu castelo. O dragão pôs-se a chorar muito. Tanto que ficou com muitos soluços. Cada vez que fazia “Up! “ cuspia fogo e queimava alguma coisa. O sofá até pegou fogo… A Bruxa dirigiu-se a jaula e falou com o dragão para o acalmar, mas não conseguiu. Era um problema grave. - Eu acho que vou fazer um feitiço para te curar, que te parece? - perguntou a bruxa. -Sim! Sim! Estou “ Up!” farto de soluços! A bruxa ficou espantada ao ver que o dragão falava como as pessoas, quer dizer, as bruxas… -Ah! tu falas? - Cla…claro! Porque não haveria de falar? -Porque tu és um animal de estimação. -Pois! Mas eu falo! A Bruxa fez uma poção para o curar dos soluços. O dragão tomou-a e de imediato e ficou bom. Com o passar do tempo tornaram-se amigos: apaixonaram-se. Viajaram até Paris, onde o dragão pediu a mão da bruxa em casamento. Casaram na torre Eiffel numa tarde de sol e de luz. Meses mais tarde, a Bruxa adoeceu. Sentia-se muito mal disposta. Foi ao médico e teve uma surpresa. Afinal estava grávida. O dragão ficou muito, contente com a notícia. Mais contente ficou quando soube, semana mais tarde que seria papá de gémeos. Laura e Luís nasceram na primavera e eram lindos. Laura Tatiana, 4.º ano, EB1/PE Lombo do Guiné

O Duende e a Bruxa Boa

A Bruxa boa Era uma vez uma bruxa que era boa, que todos pensavam que era má. Essa bruxa vivia numa gruta na floresta. Queria um amigo e decidiu ir numa viagem na sua bonita e castanha vassoura para o encontrar. A bruxa, entusiasmada, fez as malas e no dia seguinte partiu em busca de aventura. No decurso da viagem passou pelo planeta da Gente Boa e resolveu fazer uma visita. Encontrou lá uma bruxa que era muito boazinha, velhinha e curvada a quem perguntou: - Boa tarde, minha senhora, sabe onde posso encontrar um amigo? - Sim, sei. Vá á nossa cidade e encontrará nela tudo que precisa.- respondeu a pobre velhinha. A bruxa dirigiu-se de imediato para a cidade, hospedou-se numa velha pensão e saiu num passeio. Enquanto passeava, procurava conhecer a cidade, encontrar um amigo. Foi encontrá-lo a tomar chá de urtiga num café perto da praça central. Era um duende, chamado Zeca Zonzo. Sentou-se na mesa ao lado da dele e, sem se aperceber, começou a conversar com ele enquanto tomava o chá. Era simpático e culto. Adorava o seu planeta e proponha-se a lhe mostrar lugares bonitos. - Queres ser meu amigo, Zeca Zonzo? Porque me sinto sozinha. - Claro que quero! Um amigo é um tesouro. E eu gosto de tesouros- respondeu o duende bem disposto. A Bruxa comentou: - Sabias que o teu nome é engraçado? - Sim, queres que te explique porquê? - perguntou o duende rindo-se. - Sim, vá lá conta. - Ok, já conto. Quando eu nasci a primeira coisa que eu disse foi “Eu sou zonzo!” Claro que a minha mãe, a enfermeira e os senhores doutores começaram-se a rir. Depois a minha mãe deu-me o nome Zeca Zonzo”- narrava o Zeca Zonzo a contar a história rindo-se ao mesmo tempo. - É mesmo engraçada a história. – dizia a Bruxa. Então juntaram-se na mesma mesa e beberam mais chá de urtiga. - Bem, diverti-me muito, Bruxa, mas tenho de ir embora- disse o duende. - Também eu. Olha, encontramo-nos amanhã pelas 16h:30m, para tomar chá?- convidou a Bruxa. O Zeca Zonzo aceitou o convite entusiasmado. E finalmente a Bruxa encontrou um amigo de verdade. Meu dito, Meu feito, Este conto Saiu perfeito! Maria Beatriz Abreu, 4.º ano EB1/PE Lombo do Guiné

terça-feira, 21 de maio de 2013

Exposição Concelhia Báu de Leitura - Histórias Com Valor

A exposição consistiu na animação com jogos de contos tradicionais ou histórias muito conhecidas com destaque para o valor nelas veiculado. O resultado foi muito interessante

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As nossas leituras, os nossos recontos

O POLVO CONTADOR DE AVENTURAS

O polvo trabalha na biblioteca dos peixes há tanto tempo que nem ele sabe precisar. Gosta de contar as suas aventuras aos polvinhos pequeninos na sua visita semanal àquele lugar encantado, com histórias de monstros marinhos e sereias encantadas a povoar as paredes.
- Certo dia, já há muuuiiito tempo, andava eu perdido no mar. Seim1 Eu também me perdia… Cheguei à foz de um rio muito bonito e avistei por entre as rochas alguns peixinhos coloridos. Estavam presos. Com os meus oito tentáculos afastei uma das pedras para os peixinhos saírem de lá. Sabem, eram peixes do ri mas muito bonitos. Havia peixes amarelos, cor de laranja, verdes, vermelhos… ufa! Pareciam um arco-íris.
- Ahhh! O que é um arco-íris? – perguntam os polvinhos em uníssono.
- Ora! Vocês são pequeninos e não sabem o que é um arco-íris. Eu explico. É um tesouro de várias cores, todas brilhantes e muito arrumadinhas, que fica a enfeitar o céu nos dias em que a chuva pequenina brinca com o sol. Quando forem mais crescidos podem ir à superfície espreitá-lo.
- O que aconteceu depois? – querem saber os pequeninos.
- Os peixes ficaram muito felizes por se libertarem das rochas e ajudaram-me a regressar ao mar. Queríamos fazer uma festa, mas não pudemos porque a água do mar não serve para estes peixes e eu não podia mais ficar no rio. Pelo caminho de regresso avistamos uma pequena ilha. Tinha uma árvore com folhas cor de rosa e animais estranhos.
Nas suas águas nadava um bicho mesmo estranho, redondo e com muitos espinhos. Ficamos intrigados com aquele bicho e quisemos saber o que era. Fomos investigar às enciclopédias, mas nada encontramos. Fui depois falar com o sábio do reino dos peixes. Mas esta nada sabia sobre o tal bicho, apesar de ser sábio e de saber muitas coisas.
- Oh! Então desistiu, sr Polvo?
- Claro que não. O sábio garantiu que o sr. Golfinho poderia ajudar. Ele conhecia bichos do mar, da terra e do ar.
- E ele sabia?
- Oh! Sabia! Até se riu de nós.
Ah! Ah! Ah! Vocês viram um peixe-balão.
Quando tem medo vira valentão.
Desde esse dia dediquei-me a investigar e escrever acerca de bichos que conhecesse nas minhas viagens pelos mares. Depois fiquei a trabalhar nesta biblioteca.

4.º ano
Texto produzido a partir do conto “O bicharoco desconhecido”,
In Ao virar da página um novo mundo, Projeto Baú de Leitura